
📍 Brasília – O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou nesta terça-feira (22) que os caminhoneiros não participarão de uma paralisação com motivações políticas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a categoria não aceitará ser usada como “massa de manobra”.
A declaração ocorre em meio a articulações de parlamentares da oposição, que tentam mobilizar setores do transporte rodoviário e do agronegócio em apoio a Bolsonaro, atualmente investigado por suposta participação em tentativa de golpe de Estado. Deputados bolsonaristas criaram uma Comissão Temporária de Mobilização Externa para apoiar o ex-presidente. O grupo é liderado por Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), ambos com histórico de atuação junto a caminhoneiros e produtores rurais.
Durante coletiva de imprensa na segunda-feira (21), o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, não descartou a possibilidade de articulações para uma paralisação da categoria, o que intensificou rumores sobre uma nova mobilização de caminhoneiros em defesa de Bolsonaro.
Chorão, no entanto, foi enfático ao rechaçar qualquer participação nesse tipo de movimento. “Nosso foco é lutar por pautas reais da categoria, não servir a interesses de qualquer grupo político”, afirmou. Ele também disse que os caminhoneiros não serão levados “para o abismo” por disputas de cunho político-partidário.
A postura da Abrava contrasta com o cenário de 2021, quando parte da categoria aderiu a atos em apoio ao então presidente Bolsonaro. Desta vez, o discurso é de distanciamento.
“Precisamos pensar no futuro da profissão, na melhoria das condições de trabalho e na sobrevivência do transporte autônomo no país”, destacou Chorão.