
Um investimento bilionário anunciado nesta quarta-feira (21) promete transformar o setor naval e gerar forte impacto econômico em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Com recursos do Fundo da Marinha Mercante, o município deve receber R$ 2,3 bilhões para a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore, projeto que pode criar cerca de 1,2 mil empregos diretos e indiretos ao longo da execução das obras.
O anúncio do financiamento foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e integra a estratégia do governo federal de fortalecimento da indústria naval brasileira. As embarcações serão destinadas às operações da Petrobras, com foco no suporte logístico às plataformas de petróleo e gás.
Toda a produção será realizada no estaleiro NavShip, que atua há mais de duas décadas no mercado de construção, reparo e manutenção de embarcações de grande porte. Os navios pertencerão à classe PSV-5000 e contarão com tecnologia híbrida, incluindo sistemas flexíveis de combustível e soluções avançadas de armazenamento de energia, contribuindo para a redução de emissões e maior eficiência operacional.
De acordo com o diretor da NavShip, David Munaretto, a mobilização de mão de obra deve começar de forma imediata. A expectativa é que cerca de 600 trabalhadores sejam empregados diretamente já nas fases iniciais, movimentando diversos setores da economia local, como comércio, serviços e qualificação profissional.
A previsão é de que as obras sigam até dezembro de 2030, período em que Navegantes deverá consolidar sua posição como um dos principais polos da indústria naval no país.
Para o prefeito Liba Fronza, o projeto representa mais do que geração de empregos. “Esse investimento fortalece a economia local, valoriza a mão de obra da nossa cidade e coloca Navegantes em destaque no cenário nacional como referência em inovação e desenvolvimento industrial”, destacou.
Do montante total aprovado, R$ 134 milhões já foram liberados para dar início ao projeto. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa reforça a política de expansão do setor naval, priorizando a produção em território nacional, a capacitação dos estaleiros e a valorização da indústria brasileira, com reflexos diretos na soberania produtiva do país.




















