
Dois tenistas profissionais foram detidos e passaram a noite no presídio de Canhanduba, em Itajaí (SC) após serem acusados de atos de racismo durante o Itajaí Open, torneio da série Challenger 75 disputado no Itamirim Clube de Campo.
O que aconteceu
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Os jogadores Luis David Martínez (Venezuela) e Christian Rodríguez (Colômbia) perderam a partida de estreia da chave de duplas para os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro por 2 sets a 1 (6/7, 7/6 e 10/2).
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Logo após a partida, os dois foram acusados de ofensas racistas contra torcedores e um funcionário do clube.
Segundo relatos e imagens captadas no local:
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Martínez teria feito gestos considerados racistas, levantando as axilas em direção ao público, interpretados como imitação de macaco.
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Rodríguez teria chamado um funcionário do clube de “macaco”, além de outras ofensas raciais.

Após o episódio, a dupla deixou o clube e foi para o hotel onde estava hospedada. A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão dos atletas no hotel pouco tempo depois.
Prisão e consequências legais
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Os jogadores foram autuados em flagrante por crime de injúria racial, previsto na legislação brasileira.
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Martínez e Rodríguez dormiram na prisão aguardando audiência de custódia, agendada para a tarde desta sexta-feira (23).
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Em casos de injúria racial no Brasil, a pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.
Repercussão oficial
A organização do Itajaí Open divulgou nota oficial repudiando veementemente quaisquer atos de racismo ou discriminação, destacando a atuação imediata da Polícia Militar presente no evento.




















