
Florianópolis está prestes a viver uma das maiores transformações urbanas de sua história recente. Com todas as licenças ambientais e o alvará de construção oficialmente assinados nesta segunda-feira (9), o Parque Urbano e Marina da Beira-mar Norte sai definitivamente do papel e entra na fase de implantação, com previsão de início ainda no primeiro semestre deste ano.
O empreendimento, que une lazer, turismo, serviços e infraestrutura náutica, deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local desde a fase de obras até a operação plena do complexo.
Durante a cerimônia, o prefeito Topázio Neto destacou que a marina vai além de uma obra física. “É um projeto que cria impacto em cadeia, gera oportunidades, novos serviços e coloca Florianópolis em outro patamar de desenvolvimento urbano e turístico”, afirmou. Já o governador Jorginho Mello reforçou que se trata de um marco para a Capital e para o estado, com foco na integração entre cidade, natureza e pessoas.
Um novo desenho para a orla central
O projeto prevê a criação de um parque urbano com cerca de 140 mil metros quadrados, inserido em uma área total de concessão de 440 mil m², configurando a maior intervenção na região desde os anos 1960, quando foi implantado o aterro da Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos.
A proposta rompe com o uso linear atual da Beira-mar Norte e aposta em um espaço vivo, diverso e permanente, pensado para diferentes públicos e faixas etárias. A área pública contará com:
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playgrounds modernos
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academias ao ar livre
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pista de esportes radicais em padrão olímpico
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quadras recreativas e de areia
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quiosques, arquibancadas e áreas gramadas
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rampa náutica e trapiche de uso público
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espelho d’água interativo e espaços para convivência
Já a marina terá mais de 600 vagas para embarcações, distribuídas em um espelho d’água de 300 mil m², sendo parte delas destinadas ao acesso público e 562 vagas voltadas à operação privada.
Integração com mobilidade e transporte náutico
Outro diferencial do projeto está na conexão entre mobilidade terrestre e marítima. O trapiche existente será reformado e ampliado, permitindo o uso como modal de transporte público náutico, além de atender embarcações institucionais e da população em geral.
Também estão previstos bolsões para ônibus de turismo, áreas de embarque e desembarque, novos pontos de ônibus e adequações viárias que permitirão, futuramente, a implantação do sistema de BRT na região.
Investimento privado e prazos
O investimento total é de R$ 350 milhões, integralmente privado, sob responsabilidade da JL Construções, vencedora do processo licitatório. A empresa terá a concessão de uso do espaço por 35 anos.
O cronograma prevê:
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2 anos e meio para a entrega da primeira etapa (aterro, equipamentos públicos e paisagismo);
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mais 1 ano e meio para a conclusão da marina, totalizando 4 anos de obras.
Setores pensados para ampliar a fruição pública
O parque será dividido em três grandes setores:
Setor A – voltado às atividades marítimas públicas, com rampa náutica, trapiche, áreas verdes, playground, academia e comércio de apoio.
Setor B – concentrará mais de 50% das áreas de lazer do parque, com foco esportivo, além da área técnica náutica e integração com a Unidade de Recuperação Ambiental (URA) da Casan.
Setor C – formado pela Praça da Cidade e Praça do Mar, será o principal acesso ao parque, com espaços de convivência, pesca artesanal, playgrounds e pet place.

Fotos: PMF



















