
O silêncio que tomou conta da Lagoa da Boca da Barra, na região do Rio Itapocu, em Barra Velha, no fim da tarde desta quarta-feira (11), marcou o desfecho de um dia de angústia para familiares e equipes de resgate. Por volta das 17h, foi localizado o corpo de Jean Carlos de Souza, de 29 anos, vítima de afogamento ocorrido durante a manhã.
Motorista de caminhão e morador de Massaranduba, Jean havia decidido aproveitar o dia de folga ao lado da esposa, Jéssica dos Santos, e da filha de três anos. O que seria uma manhã em família à beira da lagoa terminou em tragédia.
De acordo com relatos, o casal entrou na água por volta das 9h. Em determinado momento, Jean avisou que não estava conseguindo retornar à parte rasa. A situação, inicialmente interpretada como uma brincadeira, rapidamente se transformou em desespero quando ele começou a afundar.
A esposa ainda tentou socorrê-lo, lançando um objeto para que pudesse se apoiar. Ele chegou a segurá-lo, mas perdeu o contato e submergiu novamente. Desde então, não foi mais visto até ser localizado horas depois pelas equipes de busca.
A ocorrência foi registrada às 9h25 por meio do aplicativo 193, do Corpo de Bombeiros Militar. As buscas mobilizaram bombeiros de Barra Velha, Polícia Militar com o helicóptero Águia e equipes da Defesa Civil, que utilizaram drone para auxiliar na varredura da área.
O local do afogamento fica próximo ao antigo posto de guarda-vidas número zero, recentemente desativado. No ponto há sinalização com bandeira preta, que indica ausência de guarda-vidas e alto risco para banho — alerta que reforça a necessidade de atenção redobrada na região, conhecida pela profundidade e pelas fortes correntes.
A filha do casal não estava na água no momento do acidente.
A morte de Jean gerou grande comoção em Barra Velha e Massaranduba. Ele deixa esposa e uma filha pequena.
Em meio à dor, fica também o alerta sobre os perigos da Boca da Barra, um dos trechos mais traiçoeiros do litoral Norte catarinense.





















