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Câmara aprova projeto que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

tornozeleira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) um projeto de lei que amplia as medidas de proteção previstas na legislação brasileira para vítimas de violência doméstica. A proposta autoriza o uso de tornozeleira eletrônica para monitorar agressores de mulheres e também permite que delegados determinem a medida em situações emergenciais.

O texto altera dispositivos da Lei Maria da Penha e inclui o monitoramento eletrônico na lista de medidas protetivas de urgência. A proposta foi apresentada pelos deputados Marcos Tavares e Fernanda Melchionna, com relatoria da deputada Delegada Ione.

Uma das principais mudanças é que delegados de polícia poderão determinar o uso imediato da tornozeleira em cidades que não são sede de comarca e que não contam com juiz disponível. Nesses casos, a medida poderá ser aplicada rapidamente pela autoridade policial quando houver risco atual ou iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

Atualmente, nessas situações, o delegado pode apenas determinar o afastamento do agressor do local, sem garantia efetiva de que ele permanecerá distante da vítima.

De acordo com o projeto, quando a decisão partir da autoridade policial, o caso deverá ser comunicado em até 24 horas ao Ministério Público e ao juiz responsável, que avaliarão a manutenção ou suspensão da medida. Caso o monitoramento seja revogado, a decisão deverá ser fundamentada por escrito.

Monitoramento e alerta para a vítima

Além da tornozeleira eletrônica para o agressor, a proposta prevê que a vítima receba um dispositivo de segurança que emitirá alerta caso o agressor ultrapasse a distância mínima determinada pela Justiça.

O sistema também poderá enviar notificações automáticas para as forças de segurança, permitindo resposta rápida em situações de descumprimento das medidas protetivas.

Mais recursos para combate à violência

O projeto também prevê aumento de recursos destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher. A parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada a essa finalidade passará de 5% para 6%.

Os recursos poderão ser utilizados para aquisição e manutenção das tornozeleiras eletrônicas, além de equipamentos de alerta para as vítimas.

Punições mais severas

A proposta também aumenta a punição para quem descumprir as regras de monitoramento eletrônico. A pena de reclusão, que atualmente varia de dois a cinco anos, poderá ser ampliada entre um terço e metade caso o agressor invada a área de exclusão definida pela Justiça ou viole o equipamento de monitoramento sem autorização judicial.

Após aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, o texto seguirá para sanção presidencial.

Foto: Ilustração 

Cristiano Zonta

Jornalista, Mestre de Cerimônias e Celebrante Social de Casamentos.



Folha Parati

O Jornal Folha Parati, a “voz metropolitana da região”. Foi com esse intuito que nasceu a proposta do jornal que teve sua primeira edição impressa circulando em Barra Velha, São João do Itaperiú e Araquari, gratuitamente, no dia 07 de dezembro de 2009, dia comemorativo ao aniversário de Barra Velha.


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