
O governo federal publicou nesta quarta-feira (8) um decreto que zera temporariamente os impostos federais sobre o querosene de aviação (QAV), combustível utilizado por aeronaves em todo o país.
A medida integra um pacote emergencial para reduzir os impactos da alta dos combustíveis, impulsionada pela tensão no Oriente Médio.
📉 REDUÇÃO TEMPORÁRIA DE IMPOSTOS
De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, a desoneração do PIS/Cofins sobre o QAV entra em vigor imediatamente e segue até o dia 31 de maio.
A decisão ocorre após a Petrobras anunciar um reajuste de cerca de 55% no preço do combustível no início de abril.
O querosene de aviação representa aproximadamente 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que impacta diretamente o preço das passagens.
🌍 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO IMPACTA MERCADO GLOBAL
A alta do combustível está diretamente ligada à instabilidade no Oriente Médio, região estratégica para a produção de petróleo.
Rotas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, têm influenciado o aumento dos preços no mercado internacional.
🚬 COMPENSAÇÃO: IMPOSTO DO CIGARRO SOBE
Para equilibrar a renúncia fiscal, o governo anunciou aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros:
📈 De 2,25% para 3,5%
💰 Preço mínimo da carteira sobe de R$ 6,50 para R$ 7,50
⛽ OUTRAS MEDIDAS PARA CONTER A ALTA DOS COMBUSTÍVEIS
O pacote também inclui:
🔹 Subsídio de até R$ 1,20 por litro para importação de diesel
🔹 Apoio ao diesel nacional com R$ 0,80 por litro
🔹 Subsídio de R$ 850 por tonelada para gás de cozinha (GLP)
🔹 Até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas
As medidas têm como objetivo reduzir o impacto no bolso da população e evitar repasses ainda maiores nos preços.
🧭 IMPACTO DIRETO NO CONSUMIDOR
Com a redução dos custos do combustível de aviação, a expectativa é de que haja alívio no preço das passagens aéreas — embora isso dependa do repasse das empresas ao consumidor.
📊 CENÁRIO EM ALERTA
O pacote revela a preocupação do governo com a escalada dos combustíveis e seus reflexos na economia.
Enquanto isso, o mercado segue atento aos desdobramentos internacionais, que continuam pressionando os preços.





















