
Blumenau (SC) — A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na tarde desta segunda-feira (14), o principal aliciador de “mulas humanas” de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual e internacional de drogas. O suspeito residia no bairro Itoupava Norte, em Blumenau, no Vale do Itajaí.
A ação faz parte da operação “Moscou”, que recebeu esse nome após um outro investigado — irmão do aliciador — ser flagrado ao tentar embarcar no Aeroporto de Florianópolis com drogas escondidas no corpo, tendo como destino final a capital da Rússia.
Segundo as investigações, o homem era responsável por identificar e recrutar pessoas em situação de vulnerabilidade social ou com dívidas, que eram aliciadas para atuar como transportadoras de drogas. Ele também coordenava as viagens e monitorava o deslocamento dos envolvidos utilizando dispositivos de rastreamento, como AirTags.
A Polícia Civil informou que a atuação da dupla foi fundamental para desvendar a estrutura da organização criminosa, que utilizava inclusive pessoas próximas, como familiares, no esquema de transporte ilegal.
O suspeito vinha sendo monitorado desde a última semana, quando os investigadores passaram a acompanhar sua rotina e interceptar comunicações. Em uma ação anterior, já havia sido cumprido mandado de busca e apreensão no local, onde foram recolhidas evidências que reforçaram os indícios da prática criminosa.
Durante a operação, os agentes apreenderam documentos, aparelhos celulares e uma quantidade significativa de cocaína na residência do investigado. Conforme estimativa da polícia, a droga apreendida pode atingir valor de aproximadamente R$ 50 mil no Brasil, podendo chegar a até R$ 500 mil no mercado europeu.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Central de Plantão Policial de Blumenau, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em seguida, ele foi conduzido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
📍 A operação reforça o combate ao tráfico internacional e evidencia o uso de pessoas vulneráveis por organizações criminosas.






















