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Barra Velha – Assassino da idosa Maria de Lourdes da Silva é condenado a 12 anos de prisão

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O assassino confesso C. S.O., 26 anos, da idosa Maria Lourdes da Silva, de 65 anos, foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri no último dia 13 de março por homicídio triplamente qualificado, com emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi sentenciado a 12 anos de reclusão em regime inicial fechado.

Segundo a ação penal pública ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Barra Velha, o crime aconteceu em 28 de outubro de 2023 na residência da vítima, localizada no bairro Vila Nova. O réu se aproveitou da confiança que a mulher tinha nele, devido à amizade com sua família, entrou na residência sob o pretexto de usar a internet e, de forma repentina, cometeu o crime. Ele tirou a vida da vítima, de 65 anos, utilizando asfixia.

A promotora de Justiça Larissa Zimmermann, que representou o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) na sessão de julgamento, sustentou que “a vítima conhecia o réu, pois mantinha relação de amizade com os familiares dele, fator que contribuiu para possibilitar a entrada na residência para tirar sua vida. Cabe ressaltar, ainda, a desproporção física entre o acusado e a vítima, que possuía 65 anos de idade”.

O crime

Na tarde do dia 28 de outubro de 2023 o assassino entrou na casa da então vizinha, Maria Lourdes da Silva, localizada na Rua João Anselmo Brenneisen, no bairro Vila Nova, em Barra Velha, dizendo que precisava usar o sinal de wi-fi para chamar um Uber. Em seguida, ele estrangulou a idosa com o fio de carregador de celular após tê-la feito desmaiar com um golpe de ‘mata-leão’.

Menos de uma hora depois de cometer o crime Cleber dos Santos Oliveira foi preso na Rua Otacílio João de Oliveira, no bairro São Cristóvão, após ele mesmo resolver se entregar. Ele já tinha passagens criminais por vários furtos e usava uma tornozeleira eletrônica danificada.

Frieza no depoimento

“Ontem por volta das 14h fui pegar a senha do Wi-Fi com a dona Maria de Lourdes da Silva. Passou na minha cabeça um monte de coisa e estrangulei ela com um fio. Saí de lá, vim pra casa e bateu um peso na minha consciência e resolvi me entregar. Sou usuário de crack, não estou com nenhuma lesão. Eu já à conhecia de conversar”, confessou Cleber aos policiais.

Ele acrescentou no depoimento que a Maria de Lourdes tinha recém-saído do banho e por isso estava com pouca roupa. Após o homicídio, saiu normalmente. Por fim, relatou ser usuário de cocaína e estava usando desde de manhã do dia do crime.

Corpo parcialmente despido

De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi encontrada morta dentro de sua residência por uma vizinha, parcialmente despida e com um fio enrolado no pescoço.

A vizinha disse aos policiais que idosa ia todos os dias na residência de sua mãe, mas como naquele dia não tinha ido, a mesma foi até a casa dela ver o que estaria acontecendo. Quando ela chegou ao local notou que a porta da casa estava trancada e ninguém respondia. Foi então que decidiu pular uma janela e viu a mulher morta. Imediatamente ligou para os bombeiros e Polícia Militar.

Maria de Lurdes tinha sido vista pela última vez pelos vizinhos por volta das 22h do dia anterior.

Cristiano Zonta

Jornalista, Mestre de Cerimônias e Celebrante Social de Casamentos.



Folha Parati

O Jornal Folha Parati, a “voz metropolitana da região”. Foi com esse intuito que nasceu a proposta do jornal que teve sua primeira edição impressa circulando em Barra Velha, São João do Itaperiú e Araquari, gratuitamente, no dia 07 de dezembro de 2009, dia comemorativo ao aniversário de Barra Velha.


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