
O Carnaval 2026 entrou para a história com finais eletrizantes nas duas maiores passarelas do samba do país. Em São Paulo, a Mocidade Alegre conquistou seu 13º título do Grupo Especial. Já no Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro levantou a taça pela quarta vez, reafirmando sua força na Marquês de Sapucaí.
🎭 São Paulo: Mocidade Alegre retoma o topo
A apuração realizada nesta terça-feira (17) foi marcada por tensão até os últimos décimos. A disputa foi acirrada, com as três primeiras colocadas separadas por apenas um décimo. A definição veio na nota da terceira jurada no quesito fantasia, confirmando a vitória da escola do Bairro do Limão, na Zona Norte paulistana.
Com o enredo em homenagem à atriz Léa Garcia, a Mocidade Alegre exaltou a luta por justiça racial e celebrou a força das mulheres pretas brasileiras. Léa, que faleceu em 2023 aos 90 anos, foi reverenciada em um desfile potente e emocionante, considerado quase perfeito pelos jurados.
Desde o início da leitura das notas, a Mocidade despontou na liderança e manteve a regularidade até o fim. A escola, que foi bicampeã em 2023 e 2024 e terminou em quarto lugar em 2025, retorna agora ao lugar mais alto do pódio.
A Gaviões da Fiel ficou com o vice-campeonato, prejudicada por uma nota 9,9 no quesito bateria. A Dragões da Real completou o pódio em terceiro lugar, já projetando os trabalhos para o próximo desfile.
🏆 Rio de Janeiro: Viradouro conquista o quarto título
Na Sapucaí, a Unidos do Viradouro brilhou com o enredo “Para cima, Ciça”, homenagem ao consagrado mestre de bateria Mestre Ciça. O desfile emocionou o público ao relembrar momentos marcantes da trajetória do homenageado, incluindo uma reprodução icônica na avenida com a presença da atriz Juliana Paes.
A escola de Niterói consolida, assim, seu quarto campeonato no Grupo Especial. O primeiro título veio em 1997, com “Trevas! Luz! A Explosão do Universo”, desenvolvido por Joãosinho Trinta.
Após 23 anos de espera, a agremiação voltou a vencer em 2020 com “Viradouro de Alma Lavada”, sob assinatura do carnavalesco Paulo Barros, enredo que exaltou as Ganhadeiras de Itapuã.
Em 2024, conquistou o terceiro título com “Arroboboi, Dangbé”, desenvolvido por Tarcísio Zanon, destacando a serpente sagrada Dangbé e sua influência nas religiões de matriz africana.
Agora, em 2026, a Viradouro reafirma seu protagonismo ao celebrar a trajetória de Mestre Ciça e a força de sua bateria, consolidando-se entre as grandes campeãs da história recente do Carnaval carioca.
🎉 Dois espetáculos, uma mesma emoção
Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, o Carnaval 2026 mostrou que cada décimo faz diferença. Foram desfiles marcados por emoção, representatividade e excelência técnica, com enredos que valorizaram figuras históricas, cultura afro-brasileira e a força das comunidades.
Mais do que títulos, as campeãs celebram o trabalho coletivo de milhares de componentes que transformaram arte, dedicação e identidade cultural em verdadeiros espetáculos a céu aberto.
O samba não para — e, para as escolas, o próximo Carnaval já começou.





















