
Um dos imóveis mais emblemáticos da história recente de Barra Velha enfrenta hoje um cenário que contrasta com sua trajetória de relevância social e comunitária. Localizada na esquina da Avenida Governador Celso Ramos com a Rua Vereador José Lino de Aviz, no coração da cidade, a residência que pertenceu a Flávio Quirino Borges vem sendo alvo de invasões e atos de depredação ao longo dos últimos meses.
Conhecida por seu alto padrão arquitetônico e por marcar época no desenvolvimento urbano do município, a casa carrega um legado que vai muito além de sua estrutura física. Ali viveram Flávio e sua esposa, Arlete Borges, figuras reconhecidas pelo trabalho social e educacional desenvolvido em Barra Velha a partir da década de 1980.
O casal esteve à frente da fundação da Escola Especial Brilho do Sol e da Apae de Barra Velha, além de iniciativas solidárias que tiveram início justamente naquele endereço, como a Associação de Senhoras Solidárias, criada por dona Arlete, que reunia voluntárias em ações comunitárias voltadas ao amparo social.
Anos mais tarde, já nos anos 2000, o imóvel voltou a cumprir um papel coletivo ao sediar o projeto educacional Abba Pai, iniciativa da comunidade evangélica que atendeu crianças e adolescentes da cidade, deixando marcas positivas na formação de muitas famílias. Com o encerramento do projeto, a residência foi fechada e, sem uso definido, acabou entrando em um processo gradual de abandono.
Hoje, o que se vê é um cenário preocupante. A casa apresenta sinais evidentes de vandalismo, com danos estruturais, invasões frequentes e relatos da presença de moradores em situação de rua e usuários de drogas. A degradação do imóvel passou a gerar apreensão entre moradores e comerciantes da região central, tanto pelo risco à segurança quanto pela perda de um patrimônio simbólico da cidade.
A situação foi registrada em imagens recentes pelo jornalista Juvan Neto, no quadro “Juvan Informa”, em parceria com o Carneiro News, que mostram o estado atual da antiga sede do Abba Pai e reacendem o debate sobre abandono de imóveis históricos, responsabilidade social e políticas públicas para preservação e uso adequado desses espaços.
Mais do que uma casa depredada, o imóvel representa um capítulo importante da memória de Barra Velha — hoje ameaçado pelo tempo, pela omissão e pela falta de um destino que resgate sua função social.
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