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Catarinenses foragidas do 8 de janeiro são presas ao tentarem entrar ilegalmente nos EUA

presas

A garçonete Cristiane da Silva, de 33 anos, moradora de Balneário Camboriú e Raquel de Souza Lopes, de 52 anos, de Joinville. De acordo com o UOL, as foragidas buscavam refúgio político nos EUA alegando perseguição política.

Cristiane da Silva

A garçonete Cristiane da Silva, de 33 anos, era moradora de Balneário Camboriú e agora é considerada foragida do 8 de janeiro, após condenação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Com mandado de prisão ativo no Brasil, ela foi presa no último dia 21 de janeiro em El Paso, na fronteira sudoeste do Texas com o México, nos EUA, um dia após a posse de Donald Trump. Ela estava com mais duas brasileiras, também foragidas da Justiça.

Ela foi condenada a 1 ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime do 8 de janeiro em Brasília (DF). Ao STF, entretanto, a defesa de Cristiane disse que ela “não estava envolvida no protesto e sequer esteve acampada durante dias” para incitar as forças armadas a darem golpe. A informação é do UOL.

Ainda, a garçonete justificou que foi a Brasília passear, mas à PF, ela confirmou que pagou R$ 500 na passagem em um coletivo que levou militantes. Agora, ela deve ser extraditada para o Brasil.

Cristiane teria fugido ainda em junho de 2024 para Buenos Aires, na Argentina, e em novembro se uniu a outros militantes e fugiu para os EUA, passando por Peru, Colômbia e México. A defesa disse ao UOL que trabalha para resolver a questão da brasileira no país norte-americano.

Raquel de Souza Lopes

A moradora de Joinville, investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, foi presa junto de outras três pessoas ao tentar ingressar ilegalmente nos Estados Unidos. Ela foi identificada como Raquel de Souza Lopes, de 52 anos, acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de depredar o Palácio do Planalto.

Conforme informações do jornal O GLOBO, ela foi detida no dia seguinte à posse de Donald Trump. A moradora de Joinville teria sido a primeira a ingressar ilegalmente no país, em 12 de janeiro. Ela foi presa pela patrulha de fronteira e transferida, na véspera da posse de Trump, para o centro de detenção El Valle, em Raymondville, Texas, onde aguarda deportação.

De acordo com o STF, no dia 8 de janeiro de 2023, Raquel teria registrado no celular fotos e filmagens dentro do Palácio do Planalto, comemorando a entrada no prédio e, inclusive, no gabinete da Presidência da República. Ainda, ela teria filmado atos de depredação e comemorado o que achava ser uma chegada das Forças Armadas para efetuar o suposto golpe.

À Justiça, Raquel teria negado a prática de crimes e disse que foi a Brasília para aproveitar a viagem de ônibus, conhecer a capital federal e também “orar pelo presidente”. Ela estaria com uma irmã, mas teria se perdido dela durante visita à Praça dos Três Poderes, na tarde da invasão ao Congresso. Sua defesa nega envolvimento nos atos de vandalismo, mas ela foi condenada a 17 anos de prisão.

Ainda conforme apuração do UOL, a condenação ocorre por cinco crimes, como golpe de Estado, associação criminosa e dano a patrimônio público. Ela tem mandado de prisão em aberto no Brasil. Raquel nega ter destruído bens.

Quem são as outras presas nos EUA

Além das catarinenses, outras duas outras brasileiras envolvidas no 8 de janeiro foram presas após tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Entre elas está Michely Paiva Alves, natural de Limeira, em São Paulo. Ela responde ao STF por cinco crimes e tem um mandado de prisão em aberto. A mulher teria organizado a viagem de 30 pessoas da sua cidade até Brasília para participar dos atos.

Já Rosana Maciel Gomes, de 51 anos, natural de Goiás, foi condenada a 14 anos de prisão. Segundo a defesa, a mulher entrou em “estado de choque” ao presenciar a depredação do Palácio do Planalto e não participou dos atos de vandalismo.

Foto/Reprodução Redes Sociais Fonte: CarneiroNews  

Cristiano Zonta

Jornalista, Mestre de Cerimônias e Celebrante Social de Casamentos.



Folha Parati

O Jornal Folha Parati, a “voz metropolitana da região”. Foi com esse intuito que nasceu a proposta do jornal que teve sua primeira edição impressa circulando em Barra Velha, São João do Itaperiú e Araquari, gratuitamente, no dia 07 de dezembro de 2009, dia comemorativo ao aniversário de Barra Velha.


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