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Chumbinho Becker viveu quase 30 anos em Joinville e deu nome a uma das principais pistas de motocross da cidade

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O motocross brasileiro perdeu no último sábado (31) um de seus maiores ícones. Milton Chumbinho Becker, multicampeão nacional e referência histórica do esporte, morreu aos 56 anos em um acidente de trânsito registrado no Oeste de Santa Catarina. Parte fundamental da trajetória do piloto foi construída em Joinville, onde ele viveu por quase três décadas e deixou um legado que marcou gerações de atletas.

Natural do município de Itapiranga, Chumbinho mudou-se para Joinville em 1993, ainda jovem, com o objetivo de impulsionar a carreira e buscar novas oportunidades no motocross profissional. A cidade tornou-se seu lar até 2019 e foi palco de grande parte das conquistas que o transformaram em uma lenda das pistas.

Ao longo dos anos em Joinville, Chumbinho acumulou títulos expressivos e fortaleceu o motocross na região Norte do Estado. Um dos maiores símbolos dessa relação foi a criação do Centro de Treinamento que levou seu nome, às margens da SC-108, a Rodovia do Arroz. Fundado em janeiro de 2016, o espaço se tornou referência para treinos e competições, recebendo diversas provas oficiais, entre elas etapas do Campeonato Catarinense de Motocross.

A pista funcionou até dezembro de 2022, quando o terreno — que era alugado — foi vendido para a implantação de uma central de distribuição de energia elétrica. Ainda assim, o local permanece na memória dos atletas e fãs como um dos principais palcos do motocross joinvilense.

Durante a carreira, Chumbinho conquistou mais de 70 títulos, incluindo 27 campeonatos brasileiros de motocross e supercross, nove títulos catarinenses, além de conquistas no Paraná e no Mato Grosso. Aposentado do motocross profissional desde o final de 2018, ele continuava sendo uma figura respeitada e admirada no meio esportivo.

Joinville também foi cenário de momentos marcantes em família. Foi na cidade que seu irmão, Elton Becker, também piloto, venceu Chumbinho pela primeira vez em uma competição, em 1999. A relação entre os dois sempre foi pautada por parceria, aprendizado e apoio mútuo, dentro e fora das pistas.

Reconhecido pela persistência, dedicação e intensidade nas corridas, Chumbinho chegou a enfrentar um grave acidente em 2010, em Penha, que quase encerrou sua carreira. Após fraturar costelas e passar por cirurgia para retirada do baço, o piloto se recuperou e voltou às pistas, seguindo vitorioso e mantendo o respeito dos adversários.

A morte de Milton “Chumbinho” Becker ocorreu após um acidente de motocicleta na SC-305, em Campo Erê. Segundo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária, o piloto perdeu o controle da moto, saiu da pista e caiu em uma ribanceira, não resistindo aos ferimentos.

Entidades e autoridades lamentaram a perda. A Federação Catarinense de Motociclismo e a Confederação Brasileira de Motociclismo destacaram o legado do atleta, definindo-o como uma referência histórica e um competidor incansável. A Prefeitura de Itapiranga também manifestou pesar, ressaltando a trajetória marcada por talento, superação e paixão pelo esporte.

Chumbinho deixa um legado eterno para o motocross brasileiro — e em Joinville, cidade que o acolheu por quase 30 anos, seu nome seguirá ligado à história e à evolução do esporte sobre duas rodas.

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Cristiano Zonta

Jornalista, Mestre de Cerimônias e Celebrante Social de Casamentos.



Folha Parati

O Jornal Folha Parati, a “voz metropolitana da região”. Foi com esse intuito que nasceu a proposta do jornal que teve sua primeira edição impressa circulando em Barra Velha, São João do Itaperiú e Araquari, gratuitamente, no dia 07 de dezembro de 2009, dia comemorativo ao aniversário de Barra Velha.


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