
O tabuleiro da política catarinense ganhou novos contornos nesta quinta-feira (22). O governador Jorginho Mello confirmou a parceria com o Partido Novo e anunciou o prefeito de Joinville, Adriano Silva, como pré-candidato a vice-governador na chapa que disputará a reeleição em 2026.
A composição marca uma guinada estratégica: une o atual governador ao gestor do maior colégio eleitoral do Estado, reconhecido por índices elevados de aprovação e por um discurso voltado à eficiência administrativa e à responsabilidade fiscal. A aliança também consolida um campo político claramente alinhado à direita, com forte apelo ao eleitorado conservador e liberal.
🔹 Força eleitoral e cálculo político
Ao trazer Adriano Silva para o centro do projeto, Jorginho amplia sua presença no Norte de Santa Catarina — região decisiva em eleições estaduais. Joinville, sozinha, costuma definir tendências e puxar votos para o restante do Estado. Nos bastidores, a leitura é de que a chapa nasce competitiva, com chances reais de vitória já no primeiro turno.
🔹 Isolamento do MDB
O movimento, no entanto, provoca efeitos colaterais. O MDB, que esperava ocupar a vaga de vice, acabou ficando de fora da composição. A aproximação nacional do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pesou na decisão e pode levar os emedebistas a buscarem novos caminhos em Santa Catarina.
🔹 Olhar para 2030
Mais do que 2026, a articulação também mira o futuro. Nos bastidores, o desenho prevê que, em caso de vitória, Adriano Silva assuma o comando do Estado em 2030, abrindo espaço para uma nova disputa majoritária. Um projeto de longo prazo, que lembra estratégias adotadas pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, frequentemente citado por Jorginho.
🔹 União de dois perfis
De um lado, Jorginho Mello, político experiente, com forte trânsito partidário e discurso firme. Do outro, Adriano Silva, gestor técnico, identificado com inovação, transparência e modernização da máquina pública. A dobradinha une capital político e capital administrativo — combinação que promete ser um dos principais temas do debate eleitoral nos próximos meses.
📌 A sucessão estadual entra, oficialmente, em nova fase.




















