
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu, de forma unânime, deixar oficialmente a base do governo de Jorginho Mello (PL). A deliberação ocorreu na noite desta semana, durante reunião do diretório estadual do partido, em Florianópolis, e marca uma mudança significativa no cenário político catarinense.
Com a decisão, o MDB orientou todos os seus filiados que ocupam cargos no Executivo estadual a entregarem imediatamente suas funções. O partido também passou a trabalhar, de maneira aberta, na construção de um novo projeto político para o Estado, que pode incluir candidatura própria ao governo nas próximas eleições.
Nos bastidores, a movimentação do MDB já provoca rearranjos entre outras siglas. Lideranças admitem que conversas com partidos alinhados ao campo de centro devem avançar nas próximas semanas. Há expectativa de diálogo com o PSD, liderado em Santa Catarina por João Rodrigues, além da possibilidade de o PP integrar uma futura composição.
Estopim político
A saída do MDB do governo ocorre após o governador sinalizar publicamente a intenção de compor sua chapa com o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como possível vice. A decisão contrariou entendimentos anteriores que indicavam o MDB como prioridade para ocupar a vaga, o que acelerou o desgaste da relação entre as partes.
Chiodini deixa secretaria e retorna à Câmara
Pouco antes da reunião decisiva, o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, entregou o cargo de secretário de Agricultura e Pecuária e anunciou o retorno ao mandato de deputado federal. O gesto reforçou a orientação partidária para que outros emedebistas sigam o mesmo caminho.
Atualmente, o MDB ainda comandava pastas estratégicas no governo estadual, como Infraestrutura, com Jerry Comper, e Meio Ambiente, sob responsabilidade de Cleito Fossá.
Ausências revelam tensões internas
Apesar da decisão unânime formalizada pelo diretório, a reunião foi marcada por ausências relevantes. Os deputados Jerry Comper, Fernando Krelling e Antidio Lunelli não participaram do encontro, o que indica possíveis divergências internas e abre espaço para dissidências no curto prazo.
Fora do governo, o MDB inicia agora uma nova fase, reposicionando-se como força independente no tabuleiro político catarinense e buscando protagonismo na disputa pelo comando do Estado.




















