
Após 28 dias de internação, Edival Alfredo Rodrigues, de 68 anos, morreu neste sábado (data), em Joinville. Ele havia sido brutalmente agredido pelo próprio sobrinho, de 20 anos, no último dia 11 de janeiro, no bairro São Cristóvão, em Barra Velha. Devido à gravidade dos ferimentos, o idoso estava hospitalizado desde então.
Segundo familiares, a agressão ocorreu após uma discussão envolvendo um cachorro. O sobrinho, que morava no mesmo terreno da vítima e atuava como guarda-vidas civil, teria desferido pauladas na cabeça do idoso. Edival foi socorrido e encaminhado inicialmente ao pronto atendimento de Barra Velha e, posteriormente, transferido para a UTI do Hospital São José, em Joinville, onde permaneceu internado até não resistir às complicações.
Nas redes sociais, Kenia Mahara, nora de Edival, manifestou pedido de justiça. Ao DIARINHO, ela informou que o idoso deixa três filhos, três netos e demais familiares. O sepultamento ocorre no final da tarde deste domingo, no cemitério do Itapocu, em Araquari.
Questionamentos sobre o atendimento
Familiares alegam omissão no atendimento à vítima e questionam a condução da ocorrência pelas autoridades policiais. De acordo com Sara Rodrigues, filha de Edival, apesar da violência sofrida — agressões com pauladas na cabeça — o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar apontou injúria e “lesão corporal leve”.
Ainda conforme o relato da família, o agressor não foi preso em flagrante. À época, a Polícia Militar informou, em nota, que registrou o boletim, mas não efetuou a prisão por entender se tratar de “crime de menor potencial ofensivo”. A corporação também afirmou que não colheu o depoimento de Edival porque, quando os policiais o procuraram, ele já estava desacordado no PA 24h de Barra Velha.
Investigação e afastamento
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil, dentro dos prazos legais para eventual responsabilização criminal. Em paralelo, após tomar conhecimento do caso, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina adotou medidas administrativas e afastou o guarda-vidas civil de suas funções.
Sara, Kenia e outros familiares reforçam o pedido por justiça e por uma apuração rigorosa do caso, destacando a gravidade das agressões e o desfecho fatal após quase um mês de internação.



















