
A fabricante Ypê anunciou nesta sexta-feira (8) que conseguiu suspender os efeitos da decisão da Anvisa que havia proibido a fabricação e comercialização de diversos produtos das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.
Segundo a empresa, um recurso administrativo foi protocolado na quinta-feira (7), apresentando esclarecimentos técnicos e reforçando compromissos assumidos no Plano de Ação e Conformidade da companhia. Com isso, a medida cautelar aplicada pela agência federal perde efeito automaticamente até novo posicionamento oficial.
A decisão da Anvisa havia causado grande repercussão nacional após determinar o recolhimento de lotes específicos fabricados na unidade da empresa em Amparo, interior de São Paulo. A inspeção realizada pelo órgão identificou falhas consideradas graves nos sistemas de produção, controle de qualidade e garantia sanitária.
De acordo com a agência, os problemas poderiam comprometer as Boas Práticas de Fabricação (BPF), incluindo riscos de contaminação microbiológica nos produtos destinados aos consumidores.
A restrição atingia somente lotes com numeração final “1”.
Produtos citados na decisão
Entre os itens afetados estavam diversas linhas populares da marca, como:
- Lava Louças Ypê
- Lava Louças Ypê Green
- Lava Louças Clear Care
- Tixan Ypê Lava Roupas Líquido
- Tixan Ypê Antibac
- Tixan Ypê Coco e Baunilha
- Lava Roupas Líquido Ypê Premium
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante Pinho Ypê
- Produtos da linha Atol
“Segurança é prioridade”, afirma empresa
Em nota oficial, a Ypê destacou que, apesar da suspensão da medida, continuará colaborando com a Anvisa para solucionar definitivamente a situação.
“A segurança dos consumidores é — e sempre será — nossa maior prioridade”, afirmou a empresa.
A fabricante também ressaltou seus 75 anos de atuação no mercado e afirmou manter compromisso com qualidade, transparência e critérios científicos durante o processo de análise junto às autoridades sanitárias.
O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre fiscalização sanitária, controle de qualidade industrial e confiança dos consumidores em grandes marcas do país.



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