
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGaeco, deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a operação “Safe Haven”, com foco no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil e pedofilia praticados pela internet em Santa Catarina.
A ação ocorre em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú. A decisão judicial foi expedida pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú, que autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a um investigado.
Segundo as autoridades, o suspeito é investigado por armazenar e compartilhar material ilícito envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes.
As investigações tiveram início a partir de informações repassadas pela Polícia Federal do Brasil, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil (CCASI/CGCIBER/DCIBER).
De acordo com o MPSC, operações como a “Safe Haven” fazem parte de uma atuação contínua no enfrentamento de crimes cibernéticos que vitimam menores, reforçando o compromisso institucional com a proteção integral de crianças e adolescentes.
Significado da operação
O nome “Safe Haven”, que pode ser traduzido como “porto seguro” ou “refúgio seguro”, simboliza a criação de um ambiente de proteção absoluta para as vítimas. A escolha do termo reforça a missão das forças de segurança de retirar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade, garantindo sua integridade e segurança.
Durante a operação, o Gaeco contou com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por preservar e analisar as evidências coletadas.
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para perícia especializada. A análise técnica e a extração de dados devem subsidiar o avanço das investigações, permitindo a identificação de possíveis envolvidos e a delimitação das condutas criminosas.
As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas de forma anônima e são fundamentais para combater esse tipo de crime e proteger vítimas em situação de risco.






















