
A investigação sobre a morte do empresário Alfredo Fraga dos Santos, de 52 anos, em Balneário Camboriú, revelou que um dos suspeitos do crime já possuía antecedentes graves no estado do Pará, onde havia participado do sequestro de uma médica.
O principal investigado, W.M.S.T., de 26 anos, ex-funcionário da vítima, foi preso menos de 12 horas após o crime enquanto tentava fugir para o Pará, seu estado de origem. Ele foi capturado no aeroporto de Campinas, em São Paulo, durante conexão de voo.
O comparsa dele, E.K.V.S., de 20 anos, acabou preso em Blumenau ainda na noite de segunda-feira.
Os dois são acusados pela morte do empresário Alfredo Fraga dos Santos, proprietário da Darf Empreiteira e integrante do movimento Legendários.
Segundo a Polícia Civil, Alfredo foi rendido na garagem do prédio onde morava, no bairro da Barra, em Balneário Camboriú. Sob ameaça de faca, ele foi colocado no próprio carro e levado até Gaspar, onde foi amarrado e morto.
Antes da execução, os criminosos ainda obrigaram a vítima a realizar transferências bancárias via Pix que somaram cerca de R$ 13 mil.
Durante as investigações, a polícia descobriu que W. já havia participado de um sequestro de uma médica em Belém. Na ocasião, a vítima foi rendida após sair de uma festa e mantida em cativeiro por mais de 16 horas enquanto criminosos exigiam resgate da família e realizavam transferências bancárias.
A médica foi resgatada viva após ação policial que rastreou o veículo e o celular dela. Um dos envolvidos morreu em confronto durante a operação. Pelo crime, W. havia sido condenado no ano passado a oito anos de prisão em regime semiaberto.
De acordo com a delegada Luana Backes, os dois suspeitos confessaram participação no caso envolvendo o empresário catarinense, mas trocaram acusações durante os depoimentos.
O ex-funcionário afirmou ter participado apenas do roubo, enquanto o comparsa alegou que o assassinato foi cometido por W., sob justificativa de que a vítima poderia reconhecê-lo posteriormente.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de vingança como motivação principal do crime, já que o suspeito havia sido demitido pela vítima dias antes do assassinato.
Os dois investigados devem responder por latrocínio. A polícia ainda aguarda laudos periciais para confirmar oficialmente a causa da morte do empresário.






















