
Itajaí (SC) — O cenário é de alerta máximo no Centro da cidade. O edifício Irajá, localizado no fim do beco da rua Almirante Barroso, foi totalmente lacrado na manhã desta quinta-feira (16) após o agravamento das rachaduras e o risco iminente de colapso estrutural.
De acordo com técnicos da prefeitura e equipes da Defesa Civil, o prédio — que já havia cedido parcialmente na noite de quarta-feira — continua apresentando estalos e inclinação progressiva para os fundos, o que aumenta o risco não apenas para o próprio imóvel, mas também para construções vizinhas.
Durante a madrugada, a estrutura chegou a ceder cerca de um centímetro, acentuando ainda mais a instabilidade.
🚨 Risco extremo impede até entrada de equipes
O vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL), que acompanha a situação desde os primeiros momentos, foi direto ao destacar a gravidade:
“Não tem como ninguém entrar aí, nem mais o pessoal da Defesa Civil. O primeiro que temos que fazer é preservar vidas.”
Com isso, o prédio foi isolado completamente, e o acesso está proibido até mesmo para agentes de emergência.
🏗️ Escoramento é prioridade antes de qualquer acesso
A avaliação inicial da engenharia aponta que será necessário realizar um escoramento interno completo, andar por andar, para tentar estabilizar a estrutura.
Somente após essa intervenção, e com garantia de segurança, poderá ser autorizada a entrada controlada de moradores — um por vez — para retirada de pertences.
Outro fator de preocupação é o fato de o prédio estar cedendo em direção a uma construção localizada nos fundos, ampliando o risco de um efeito dominó.
🧳 Retirada emergencial de pertences foi suspensa
Ainda pela manhã, bombeiros e agentes da Defesa Civil chegaram a realizar uma operação emergencial para retirada de itens essenciais, como:
- documentos
- medicamentos
- roupas
- chaves
Os moradores não entraram no edifício — apenas orientaram os profissionais a partir do lado de fora. A ação, no entanto, foi interrompida após o agravamento dos riscos estruturais.
🏚️ Prédio antigo e com ocupação total
O edifício Irajá possui 62 anos de construção e é composto por:
- 16 apartamentos
- 4 andares
- cerca de 65 moradores
A maioria das famílias deixou o local às pressas na noite de quarta-feira, levando apenas o essencial. Três pessoas tiveram ferimentos leves, causados pela quebra de vidros.
🏠 Famílias desalojadas e futuro incerto
Inicialmente acolhidos no salão paroquial da igreja Matriz, muitos moradores foram encaminhados para casas de familiares. Atualmente, quatro pessoas permanecem na Casa de Apoio do município.
O futuro do prédio ainda é incerto. Após a retirada segura dos pertences, será feita uma avaliação técnica que pode indicar desde a recuperação estrutural até a demolição total do imóvel.
Segundo o vice-prefeito, a responsabilidade por eventual demolição será do proprietário, que deverá contratar empresa especializada.
⚠️ ALERTA
A situação segue sendo monitorada em tempo real pelas autoridades. A orientação é clara:
ninguém deve se aproximar da área isolada.

Fotos: Reprodução Redes Sociais





















